Tudo depende do que cada um acredita ou do que prefere acreditar. Sinceramente, nem tenho uma opinião muito bem formada acerca disso mas prefiro acreditar que nem tudo acaba ali naquele momento.
A razão deste post é que, ultimamente, tenho a sensação de que há demasiadas pessoas a falecer, demasiadas pessoas a deixar um lugar vazio neste mundo para quiçá preencher outro lugar onde quer que seja. Não falo só de pessoas famosas (porque são dessas que todos nós ouvimos falar), falo de todos aqueles que também perdem alguém que lhes é demasiado próximo.
Desde criança que soube o que era perder alguém que nos é demasiado próximo, sei o que é ficar a sentir que perdemos uma parte de nós assim sem mais nem menos, sei o que é perder o nosso pilar e ficarmos à deriva... infelizmente, soube-o mais de uma vez, mas também tenho que ser sincera e admitir que todas as vezes que se seguiram foi bem mais fácil. A primeira vez foi a que doeu mais, foi querer entrar naquele buraco junto. Foi desistir de viver, foi um questionar tudo o que sempre me disseram sobre a religião católica. Foi um querer encontrar aquele tal 'Deus' e querer acertar contas com ele porque me levou uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Falo aqui da morte porque mais um figura pública faleceu, deixando marcas no nosso mundo. Uma entre tantas, é pena que tudo tenha um fim. É pena que encaremos as perdas de forma triste e que fique um género de vazio no mundo.
Afinal esta é a única certeza que temos no primeiro momento em que abrimos os olhos pela primeira vez, a certeza que um dia os iremos fechar para todo o sempre. Sou só eu a achar que esta passagem é demasiado rápida e que tudo acaba demasiado rápido? Que fica tanto por viver, experimentar, aproveitar... epah não sei não...