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Retrospectiva

Ultimamente tenho pensado muito na vida e no que quero e não quero. É engraçado que ao fazer um apanhado de todas as relações da minha vida chego à tenebrosa conclusão que houve sempre aquilo a que se pode chamar de 'falsa amiga'. Daquelas c@br@s que se aproximam se fazem de amigas e quando damos por nós já não percebemos bem o que se passa. Depois eles dizem que não se passa nada, elas dizem que não se passa nada mas há a continuação de uma troca de sms, de conversas particulares e depois eu sigo a minha vida e eles seguem as deles. A verdade é que quando eu segui o meu caminho, eles também seguiram o deles em separado. Mas fica sempre aquela dúvida, aquela incerteza e aquela desconfiança.
Agora eu pergunto, sou eu que sou e me tornei desconfiada demais ou são os outros? 
 

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Agora sim, vou ficar louca!

Eu pensava que era o trabalho que me ia levar à loucura. Que mais dois meses e estava internada no Júlio de Matos. Mas enganei-me. Estar em casa de cú para o ar sem ter de me preocupar com nada é que me vai levar à loucura.  O que me dizem é:'ah  tal tu só estás de férias há dois dias...vais arranjar alguma coisa e tal e tal'. Gente eu andava a mil, era contratar pessoas, era formar pessoas, era programar cuponeio, era ver cuponeio, era mandar 1500 mails com a mesma informação, era ligar ao departamento tal por causa disto e daquilo, era um acidente que acontecia e mais do mesmo, eram tretas e tretas e agora não há nada... E se eu não arranjar emprego fico um ser imprestável para o resto da vida!!!!

Despedi-me e agora?!?

Hoje foi o dia. Trabalho na mesma empresa há metade dos anos que tenho de vida e cheguei ao fim da linha. Não entendo como as empresas tratam os funcionários, foram anos de ameaças(que nunca passaram de ameaças), foram anos de exploração (consentida), foram anos de pressão desmedida, foram anos de exigência controladora e foram anos que perdi da minha vida.  Levo comigo uma aprendizagem para a vida, um esgotamento nervoso e uma depressão. Levo comigo no coração as mais de 800 pessoas que conheci, que me aturaram e que partilharam um pouco delas comigo. Agora não sei bem o que fazer, nunca procurei trabalho, nem sei bem o que sei fazer, nem sei bem para que serve a minha licenciatura...não sei de nada. Só tenho uma certeza, melhores tempos virão...

A metade da laranja, ou a tampa da panela, ou o raio que o parta!

Quando se chega a uma certa idade temos uma pressão descomunal de toda a sociedade, familiares, amigos casados ou amantizados, para que faças o mesmo.
Fui a um casamento em que a única pessoa sem acompanhante era eu e a minha sobrinha. Salvou-se o barman versus handyman que era lindo de morrer, super simpático e que fizemos amizade para a vida ou para a próxima semana vá.
Hoje, no segundo dia do casamento já diziam que nós vamos casar. Não nos vamos casar de certeza e vou continuar solteira por uns bons tempos, mas que há vontade para nos conhecermos melhor lá isso há.
E sinto que de um momento para o outro tudo está a mudar e estou a gostar da mudança.