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Do outro lado do mundo

Sempre que em conversas me saio com:'Tenho os meus tios todos na Austrália (por acaso um chega amanhã) e um dia destes vou visitá-los'. 
O mundo inteiro vira-se pra mim: 'Mas que raio ainda fazes tu aqui?!?'
Eu adorava conhecer a Austrália, verdade que sim. Mas, há sempre um mas, quando eu entrar naquele avião vão ser horas e horas a conhecer demasiados estranhos que fazem parte da minha família e de quem eu nunca ouvi falar. Vão ser mais e mais jantares de família desconhecida do que outra coisa. Conhecer, descobrir, viver naquele país é apenas uma miragem.
Por mais que tenha vontade de conhecer e ir, sei que não vai ser muito divertido. Os meus tios vão querer passar muito tempo comigo, e eu vou querer sair e conhecer o que está do lado de fora. 
Já experimentei uma vez, fazer uma viagem para uma cidade europeia, utilizando a vantagem de ter lá família e não ter de pagar para ter onde ficar...foram as piores férias da minha vida. Não podia ver o que queria, como queria e como já não tenho idade para essas coisas. Por isso, esse sonho vai ficar na gaveta mais uns tempos...

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Agora sim, vou ficar louca!

Eu pensava que era o trabalho que me ia levar à loucura. Que mais dois meses e estava internada no Júlio de Matos. Mas enganei-me. Estar em casa de cú para o ar sem ter de me preocupar com nada é que me vai levar à loucura.  O que me dizem é:'ah  tal tu só estás de férias há dois dias...vais arranjar alguma coisa e tal e tal'. Gente eu andava a mil, era contratar pessoas, era formar pessoas, era programar cuponeio, era ver cuponeio, era mandar 1500 mails com a mesma informação, era ligar ao departamento tal por causa disto e daquilo, era um acidente que acontecia e mais do mesmo, eram tretas e tretas e agora não há nada... E se eu não arranjar emprego fico um ser imprestável para o resto da vida!!!!

Despedi-me e agora?!?

Hoje foi o dia. Trabalho na mesma empresa há metade dos anos que tenho de vida e cheguei ao fim da linha. Não entendo como as empresas tratam os funcionários, foram anos de ameaças(que nunca passaram de ameaças), foram anos de exploração (consentida), foram anos de pressão desmedida, foram anos de exigência controladora e foram anos que perdi da minha vida.  Levo comigo uma aprendizagem para a vida, um esgotamento nervoso e uma depressão. Levo comigo no coração as mais de 800 pessoas que conheci, que me aturaram e que partilharam um pouco delas comigo. Agora não sei bem o que fazer, nunca procurei trabalho, nem sei bem o que sei fazer, nem sei bem para que serve a minha licenciatura...não sei de nada. Só tenho uma certeza, melhores tempos virão...

A metade da laranja, ou a tampa da panela, ou o raio que o parta!

Quando se chega a uma certa idade temos uma pressão descomunal de toda a sociedade, familiares, amigos casados ou amantizados, para que faças o mesmo.
Fui a um casamento em que a única pessoa sem acompanhante era eu e a minha sobrinha. Salvou-se o barman versus handyman que era lindo de morrer, super simpático e que fizemos amizade para a vida ou para a próxima semana vá.
Hoje, no segundo dia do casamento já diziam que nós vamos casar. Não nos vamos casar de certeza e vou continuar solteira por uns bons tempos, mas que há vontade para nos conhecermos melhor lá isso há.
E sinto que de um momento para o outro tudo está a mudar e estou a gostar da mudança.