Das despedidas!

Não gosto de despedidas. Desde pequenina que as despedidas para mim são dolorosas e lavadas em lágrimas. Não consigo não associar as despedidas a algo eterno. É mais forte que eu. Sei que muitas vezes volto a ver as pessoas, mas é tão complicado que na maior  parte das vezes evito-as.
Sempre que me despedia dos meus tios que vinham de férias era uma autêntica guerra na hora da partida, com alguns colegas de trabalho foi o mesmo e continua a ser doloroso. 
Hoje em dia, mulher feita e bem mais crescida, as despedidas continuam a custar horrores mas já não faço aquela choradeira de baba e ranho que quase alagava a cidade. Hoje, custa e dói, mas tolera-se e com a facilidade de comunicação proporcionada pela internet é diferente.
Tudo isto para dizer que um colega meu se vai embora, a despedida dele é quinta num churrasco tipicamente brasileiro. A farra está garantida e as lágrimas também, pois este era daqueles colegas com quem valia a pena trabalhar. Dos poucos que trabalhava a sério e que não era inconveniente. Em dois anos de trabalho em conjunto nunca discutimos, nunca nos chateamos, nunca houve faltas de respeito. Simplesmente é uma pessoa fantástica, daquelas que vale a pena. Vai deixar saudades. Os bons são sempre os primeiros a sair...

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