Da morte

Desde pequena que perdi pessoas importantes para mim. Quando cheguei à fase da adolescência optei por ser uma rebelde. Assumi a morte como algo que tem de ser e comecei a ser fria quando esse assunto era abordado. Tratava a morte por tu, achava que conhecia todos os seus recantos traiçoeiros e que esta filha da put@ nunca mais me iria abalar. Os anos passaram e comecei a ter uma relação mais sensível com este tema. Vi pessoas muito minhas amigas perderem avós, pais, outros familiares... vi a dor dessas pessoas e senti a dor dessas pessoas. Descobri que eu não compreendia a morte, apenas que essa foi a minha forma de lidar com as perdas que tive. Se pudesse, não deixava ninguém passar pela perda de alguém que amamos. A morte é injusta todos os dias...

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