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Dizem que é dia do animal...



Sempre quis ter um gato laranja. Não pensei que fosse nem hoje nem amanhã. Era algo que queria mas tinha tempo. No inicio de Setembro mudei-me e passei a viver sozinha. Foi a realização do sonho, algo que sempre quis, viver sozinha. Quatro longos dias de férias foram o suficiente para perceber que não fui feita para ficar sozinha. Acordava e deitava-me sem ninguém aqui para mim. Como arranjar um namorado não é coisa fácil...um dia acordei e tinha esta fofura a querer ser adoptado. Com apenas dois meses de vida já tinha sofrido muito e que posso dizer, foi amor à primeira vista. Fiquei em pânico sem saber o que fazer. Eu só dizia que nunca tinha tido um gato, como era ter um gato? Não hesitei e passado três longos dias fui busca-lo. O amor à primeira vista foi correspondido e desde o dia 7/09/2015 que o Oreo vive comigo. Não sei explicar o que sinto por ele mas é um amor sem explicação. Agora sim estou feliz, eu e o meu gato que cresce a olhos vistos. Espero que ele se sinta tão feliz como eu me sinto desde que o tenho. 

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Agora sim, vou ficar louca!

Eu pensava que era o trabalho que me ia levar à loucura. Que mais dois meses e estava internada no Júlio de Matos. Mas enganei-me. Estar em casa de cú para o ar sem ter de me preocupar com nada é que me vai levar à loucura.  O que me dizem é:'ah  tal tu só estás de férias há dois dias...vais arranjar alguma coisa e tal e tal'. Gente eu andava a mil, era contratar pessoas, era formar pessoas, era programar cuponeio, era ver cuponeio, era mandar 1500 mails com a mesma informação, era ligar ao departamento tal por causa disto e daquilo, era um acidente que acontecia e mais do mesmo, eram tretas e tretas e agora não há nada... E se eu não arranjar emprego fico um ser imprestável para o resto da vida!!!!

Despedi-me e agora?!?

Hoje foi o dia. Trabalho na mesma empresa há metade dos anos que tenho de vida e cheguei ao fim da linha. Não entendo como as empresas tratam os funcionários, foram anos de ameaças(que nunca passaram de ameaças), foram anos de exploração (consentida), foram anos de pressão desmedida, foram anos de exigência controladora e foram anos que perdi da minha vida.  Levo comigo uma aprendizagem para a vida, um esgotamento nervoso e uma depressão. Levo comigo no coração as mais de 800 pessoas que conheci, que me aturaram e que partilharam um pouco delas comigo. Agora não sei bem o que fazer, nunca procurei trabalho, nem sei bem o que sei fazer, nem sei bem para que serve a minha licenciatura...não sei de nada. Só tenho uma certeza, melhores tempos virão...

A metade da laranja, ou a tampa da panela, ou o raio que o parta!

Quando se chega a uma certa idade temos uma pressão descomunal de toda a sociedade, familiares, amigos casados ou amantizados, para que faças o mesmo.
Fui a um casamento em que a única pessoa sem acompanhante era eu e a minha sobrinha. Salvou-se o barman versus handyman que era lindo de morrer, super simpático e que fizemos amizade para a vida ou para a próxima semana vá.
Hoje, no segundo dia do casamento já diziam que nós vamos casar. Não nos vamos casar de certeza e vou continuar solteira por uns bons tempos, mas que há vontade para nos conhecermos melhor lá isso há.
E sinto que de um momento para o outro tudo está a mudar e estou a gostar da mudança.