Avançar para o conteúdo principal

Discriminação

Trabalho, pago contas e faço os respectivos descontos. Não sou uma pessoa de classe alta. Sou aquilo a que se chama classe média no limiar da pobreza. Cumpro as leis impostas para viver em sociedade e não provoco desacatos. Neste momento considero-me vitima de descriminação. Há 2 meses partiram o meu carro, que estava estacionado e bem estacionado juntamente com outros carros. Com o meu foram mais 2 carros na mesma situação. Até hoje estou privada do meu carro, sem carro de substituição e com uma despesa de 1500€ para pagar. 
O que me revolta é que há testemunhas, há um auto da policia e há uma detenção, mas a seguradora não se responsabiliza. Quem me bateu, a mim e aos outros que estavam perto do meu, foi um individuo de etnia cigana que estava com álcool, sem carta mas que tinha o carro segurado. Uma vez que o carro está segurado, a companhia de seguros tem de se responsabilizar. Mas como falamos de um individuo de etnia cigana que nunca irá devolver o que a seguradora perde, o seguro vai ser cancelado antes do acidente. A lei protege as seguradoras neste caso e eu pergunto, quem me protege a mim que trabalho, pago impostos e cumpro todas as leis para poder viver em sociedade. 
Agora pergunto, para que tirei eu a carta de condução, porque comprei um carro e porque sou obrigada a pagar um seguro e um imposto de selo. Onde é que a lei está do meu lado. 
A novela continua e vai continuar. Revolta e tristeza é o que sinto neste momento e desde há 2 meses para cá. É triste nós estimarmos algo nosso e vir alguém destruir e ninguém fazer com que se pague. Tudo o que mete indivíduos desta etnia, acaba assim, de forma alguma. Porque todo o mundo tem medo de retaliações e afins. Juro que não entendo. O governo dá mais a estes indivíduos do que a qualquer um de nós e nem são eles que os elegem.

Comentários

  1. É por essas e outras que depois nasce a vontade de fazer vigorar a lei do "olho por olho, dente por dente"...Boa Sorte Gaja!!!!....e Bom dia:)

    ResponderEliminar
  2. O fundo de garantia automóvel nao se aplica nesses casos?
    É um facto, nesses casos as seguraores desresponsabilizam-se... Tenta descobrir quem é o proprietário do carro e age contra ele... Em ultima instancia ele é responsável, e a minha experiencia de tratamento com ciganos diz-me que nesses casos eles nem se dão ao trabalho de transferir a propriedade dos carros para não terem que pagar o imposto...
    Provavelmente vais lixar um pobre coitado que a unica culpa que tem é a de querer ver-se livre de um chasso, mas pelo menos tens um alvo...

    ResponderEliminar
  3. ffff u eu nem sei a revolta com que estaria na tua situação, quinferno

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Agora sim, vou ficar louca!

Eu pensava que era o trabalho que me ia levar à loucura. Que mais dois meses e estava internada no Júlio de Matos. Mas enganei-me. Estar em casa de cú para o ar sem ter de me preocupar com nada é que me vai levar à loucura.  O que me dizem é:'ah  tal tu só estás de férias há dois dias...vais arranjar alguma coisa e tal e tal'. Gente eu andava a mil, era contratar pessoas, era formar pessoas, era programar cuponeio, era ver cuponeio, era mandar 1500 mails com a mesma informação, era ligar ao departamento tal por causa disto e daquilo, era um acidente que acontecia e mais do mesmo, eram tretas e tretas e agora não há nada... E se eu não arranjar emprego fico um ser imprestável para o resto da vida!!!!

Despedi-me e agora?!?

Hoje foi o dia. Trabalho na mesma empresa há metade dos anos que tenho de vida e cheguei ao fim da linha. Não entendo como as empresas tratam os funcionários, foram anos de ameaças(que nunca passaram de ameaças), foram anos de exploração (consentida), foram anos de pressão desmedida, foram anos de exigência controladora e foram anos que perdi da minha vida.  Levo comigo uma aprendizagem para a vida, um esgotamento nervoso e uma depressão. Levo comigo no coração as mais de 800 pessoas que conheci, que me aturaram e que partilharam um pouco delas comigo. Agora não sei bem o que fazer, nunca procurei trabalho, nem sei bem o que sei fazer, nem sei bem para que serve a minha licenciatura...não sei de nada. Só tenho uma certeza, melhores tempos virão...

A metade da laranja, ou a tampa da panela, ou o raio que o parta!

Quando se chega a uma certa idade temos uma pressão descomunal de toda a sociedade, familiares, amigos casados ou amantizados, para que faças o mesmo.
Fui a um casamento em que a única pessoa sem acompanhante era eu e a minha sobrinha. Salvou-se o barman versus handyman que era lindo de morrer, super simpático e que fizemos amizade para a vida ou para a próxima semana vá.
Hoje, no segundo dia do casamento já diziam que nós vamos casar. Não nos vamos casar de certeza e vou continuar solteira por uns bons tempos, mas que há vontade para nos conhecermos melhor lá isso há.
E sinto que de um momento para o outro tudo está a mudar e estou a gostar da mudança.